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sábado, 22 de abril de 2017

Gota D'Água [A Seco] - Laila Garin em mais uma grande interpretação

Foto: Elisa Mendes - Divulgação
Gota D'Água [A Seco] adaptado do espetáculo que foi sucesso nos anos 1970 estrelado por Bibi Ferreira, com músicas de Chico Buarque, por si só seria imperdível, certo? Em curta temporada aqui em São Paulo tendo no elenco Laila Garin e Alejandro Claveaux, a montagem é imperdível diante da qualidade cênica e artística. Fora que Laila (nossa inesquecível Elis do teatro) é, definitivamente!, impactante em cena.

Esse é o primeiro espetáculo que Rafael Gomes dirigiu fora de sua companhia, a Empório de Teatro Sortido, de onde trouxe alguns colaboradores para esta montagem, como o cenógrafo André Cortez (Prêmio Shell por Um Bonde Chamado Desejo, 2015) e o iluminador Wagner Antônio.

Rafael também assina a adaptação do original, focando agora no drama dos personagens principais, Joana e Jasão. "Eu gostaria ainda assim de falar sobre essa política mais essencial da vida, do dia a dia, essa que a maioria das pessoas sublima, esquece ou finge que não é com elas, achando que ser político é somente saber apontar o dedo para o adversário", completa o diretor.

Os cem minutos da montagem apresentam dois atores extremamente em forma com o corpo e com a voz. Enquanto Alejandro expressa sua arte, principalmente, com a plasticidade do seu corpo (fique de olho, por exemplo, no seu solóquio em cima de uma cadeira), Laila impressiona em seus solos e ao apresentar toda a força de Joana: uma mulher forte, decidida e um tanto bruxa, inspirada em Medeia de Eurípedes.

Gota D'água [a seco] aposta em um espetáculo plástico, por meio de um cenário e iluminação móveis, ora aproximando ora distanciando as relações e sentimentos. Também os personagens são construídos em um crescer, sem caricaturas - o que seria mais fácil -, mas extremamente humanos e reais.

Claro que em tempos de tanta polaridade parece quase óbvio colocar em opostos Joana e Jasão, assim que se monta o primeiro jogo cênico. Mas, o que tem de mais interessante na montagem é a percepção de que ambos têm lá suas razões e loucuras. Jasão é o cara que deixa a mulher por causa do poder e da riqueza, Joana, que ao cuidar do seu homem, pensa que é dona dele. Assim, ambos, por olhares distintos, lutam por propriedades e poder.

Gota D'água [a seco] fica no Teatro Porto Seguro (que teatro incrível, não?), nesta curta temporada, até 07 de maio. E é, simplesmente, imperdível!

Serviço:
GOTA D`ÁGUA [A SECO]
Teatro Porto Seguro
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elísios
Bilheteria: Terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.
Vendas: www.ingressorapido.com.br e 4003.1212
Site: http://www.teatroportoseguro.com.br/
Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 19h
Ingressos: R$ 80 (Plateia) | R$ 50 (Balcão/Frisas)
Duração: 100 minutos
Classificação: 16 anos
Curta Temporada: até 07 de Maio

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Love - série nada convencional da Netflix


Love, a série disponível no NetFlix Brasil, tem uma tarefa bastante inovadora, mostrar como nem sempre o amor tem um caminho fácil. A desequilibrada Mickey (Gillian Jacobs) e o geek Gus (Paul Rust) se encontram ao final do piloto, após o término de duas relações nada saudáveis, e o casal improvável vai se mostrando provável.

Então, não espere música ao fundo e olhares lânguidos e românticos. Aliás, o encontro do casal apenas na última cena do piloto dá o tom da série: inovador, inesperado, dramático e, porque não dizer, divertido.

Para Love o que une as pessoas nem sempre é belo aos olhos, inclusive pode ser a carência. O clima (quase) depressivo alinha o percurso dos personagens, comum na linguagem do diretor Judd Adatow que também assinou as comédias O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos.

Gus é um cara simpático, nem sempre feliz, nada bonito, mora em um condomínio cheio de gente estranha e se encontra com os vizinhos para fumar maconha e criar a música final de um filme qualquer. Nada convencional, certo? Ele é professor da estrela infantil de um seriado de tevê que protagoniza algumas cenas que satirizam o mundo glamouroso da séries americanas. Lá pelas tantas, cair nos braços de Mickey é quase um grito de socorro diante de tantas desventuras na vida.

Mickey é a antítese da moça romântica e que alguém gostaria de ter ao lado. Frequentadora dos alcoólatras anônimos, detestada por todos os ex´s, tem um trabalho nada legal em uma rádio que oferece conselhos sentimentais e anda sempre arrastada. Gus não tem absolutamente nada a ver com ela, até que a carência bate e ai, o drama da moça é aquele de minha-vida-precisa-dar-certo-com-alguém.

Na minha opinião Love é uma das séries românticas mais originais que já vi e reflete o (não) romantismo da geração dos anos 70 e 80.

Vale assistir.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Percursos Autorais: cinema e vídeo

A Escola Fórum das Artes trazem no dia 22/04, às 14h, Priscila Carla e Vera Egito para contarem suas trajetórias e reflexões sobre autoria em Cinema e Vídeo, com a mediação de Nicolau Bruno.

O evento ocorre na Unibes Cultural, apoiadora da Escola Fórum das Artes, que fica na rua Oscar Freire, 2500 (ao lado do metrô Sumaré - São Paulo). A contribuição para participar dos debates é livre. O valor sugerido é R$ 30,00.

Este ciclo de percursos autorais é idealizado e produzido e destinado a artistas, estudantes de artes e humanidades, educadores, pesquisadores e interessados em geral. O ciclo promove encontros de artistas de diferentes áreas para contar e refletir, junto ao público, sobre seu processo formativo e a construção de uma trajetória de trabalhos autorais.

Ainda este ano o percurso promete trazer o tema Teatro, com Vanessa Bruno e Francisco Medeiros, mediação de Mario Tommaso, no dia 27/05, e Fotografia, no dia 24/06, nomes a confirmar.


domingo, 16 de abril de 2017

Já Não Me Sinto Em Casa Neste Mundo

Aclamado no Festival de Sundance de 2017 levando o prêmio do Júri, esta produção do Netflix, Já Não Me Sinto Em Casa Neste Mundo, conta a história da enfermeira Ruth (Melaine Lynskey) afetada por todos aqueles pequenos detalhes e desventuradas típicas das cidades. Isso chega ao limite quando sua casa é invadida por um ladrão, leva seu notebook e os talheres da avó.

Naquele espírito de Um Dia de Cão, ela resolve fazer justiça, junto com seu vizinho Tony (Elijah Wood). A partir dai são mostrados acontecimentos cheios de humor negro, valendo desde uma cobra assassina a tiros que amputam a mão de um dos personagens. O diretor Macon Blair parece apontar sobre o quanto o mundo realmente pode ser tosco, o incômodo central da sua heroína.

Já Não Me Sinto... é uma película indie para se envolver com suas grandes viradas e rir da gente mesmo quando, por exemplo, chegamos à fila do mercado com uma caixa e entram na sua frente com uma compra enorme. Também valem pelas interpretações de Melaine e do sempre do garoto Elijah.

Quem sabe você possa gostar e se divirtir!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Minha Urbe - Pinheiros

Pinheiros é um dos lugares mais simpáticos e charmosos de São Paulo. Nos últimos anos, por exemplo, a rua dos Pinheiros tem recebido ótimos restaurantes. O jeito descolado do bairro é perfeito para compras, paradas em cafés legais e ver muita gente interessante na rua. Dá para fazer várias versões de Minha Urbe por lá, mas vamos começar por essa!

Feira da Praça Benedito Calixto
Comece o dia procurando uma boa panificadora ou boulangerie da redondeza. O que não faltam são opções desde as mais simples as mais elaboradas. Os paulistanos levam a sério um pão na chapa!

Se for durante a semana dois passeios são bem bacanas: um deles é andar pela rua Teodoro Sampaio pelas lojas de móveis e decoração para casa, com preços bem atrativos. Se procura roupa e acessórios diferentes sugiro as lojinhas da Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, entre a rua dos Pinheiros e Artur de Azevedo.

O espaço b_arco que fica também na Dr. Virgílio é para quem curte uma boa galeria de arte. Lá também tem uma livraria pequena, na entrada, com títulos bem interessantes e nada comuns em grandes lojas. Ao sair e se sua pegada é ver mais galeria de artes, existem várias por ali.

O não-deixe-de-pedir  lula a carbonara do Le Jazz
Se for no sábado, não deixe de conhecer a feira de antiguidades da praça Benedito Calixto. As galerias com boxes em torno da praça também são cheias de coisas bem legais e diferentes.

Na hora do almoço, como já falei, a rua dos Pinheiros é cheia de boas opções. Eu gosto muito do Consulado da Bahia e o Le Jazz. Se optar por essa segunda sugestão, peça a água da casa, que não tem custo, e aproveite o menu enxuto e com preço razoável. De entrada aposte na imperdível lula a carbonara. Não saia sem pedir!

Aproveite para experimentar o sorvete no Frida & Mina. O lugar é pequeno e bem charmoso. São boas as opções e ao escolher qualquer sabor estará em boas mãos.

Frida & Mina Sorveteria
Depois do almoço, vá ver alguma exposição no Instituto Tomie Ohtake. Até 28 de maio de 2017 estará a exposição da Yoko Onu, O Céu Ainda é Azul, você sabe.... Dizem que a exposição é bem legal.

Feito isso, dê só uma passadinha na Doce & Cia, na Fradique Coutinho, para comer (ou levar para casa) uma das melhores coxinhas de Sampa. O lugar é bem simples, mas o atendimento é sempre muito simpático. Se estiver animado, experimente o pudim ou alguma bomba de chocolate.

Bom passeio!

Serviços:
b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, n°426
www.barco.art.br

Consulado da Bahia
De Terça a Sábado - 12h às 0h
Domingo - 12h às 22h .
Rua dos Pinheiros, 534
11 3085 3873
www.consuladodabahia.com.br

Le Jazz Brasserie
De Segunda a Quinta - 12h à 0h
Sexta - 12h à 1h
Sábado - 12h30 à 1h
Domingo - 12h30 à 0h
Rua dos Pinheiros, 254
http://www.lejazz.com.br

Frida & Mina Sorvetes Artesanais
De Segunda a Sábado - 12h às 21h
Domingo - 12h às 20h
Rua Artur de Azevedo,1147
www.fridaemina.com.br

Instituto Tomie Ohtake
De Terça a Domingo -  11h às 20h
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201
(Entrada pela R. Coropés, 88)
www.institutotomieohtake.org.br

Doce e Cia
Rua Fradique Coutinho, 527
De Segunda a Sexta - 7h30 às 22h30
Sábado - 7h30 às 21h
Domingo - fechado

sábado, 8 de abril de 2017

Certa Entidade em Busca da Outra - teatro de bonecos para adultos

Olha que bacana! A Companhia Bonecos Urbanos está no Complexo Cultural Funarte, em São Paulo, com a comédia adulta Certa Entidade em Busca de Outra, montagem que representa a calamidade urbana.

Dirigida por Eduardo Alves, é ambientada nas ruas de uma grande metrópole e conta, por meio de bonecos articulados por atores vestidos com malha preta da cabeça aos pés, a história do velho Brás, um homem sisudo, ranzinza e alcoólatra que, excluído pela sociedade, vagueia pelas ruas puxando sua carroça, de onde saem todos os sonhos e pesadelos que o atormentam.

Enquanto espera por seu filho adotivo Ferrabrás, para apresentar sua amada - a pouco recatada Micaela -, lamenta suas desilusões com o mundo. Perdido em elucubrações solitárias e entorpecido pelo álcool, Brás evoca o supremo arquiteto do universo, mas quem atende o chamado é Satanás, com quem o velho quer fazer um pacto.

Não deixem de ver!

Serviço:
Certa entidade em busca de outra
De 8 a 30 de abril.
Sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Ingressos: R$30 (meia-entrada: R$15)
Cartões não são aceitos.
Duração: 60 min.
Classificação etária: 14 anos.
A Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo. Será fornecido um ingresso por pessoa.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Minha Urbe: Centro de São Paulo

Dar uma volta pelo centro de São Paulo é sempre uma experiência interessante e cheia de boas surpresas. Obviamente é preciso ter um pouco de disposição para a quantidade de pessoas que vai encontrar, mas vale a pena. Por isso, em minha sugestão, o dia perfeito é sábado e com um bom par de tênis.

Para começar, recomendo chegar entre 9h e 10h, por metrô ou táxi. A estação perto é a São Bento e não desça pela Ladeira Porto Geral, vá pelo fluxo contrário. Prefira não ir de carro, estacionamento nessa região é sempre caro e você acaba ficando preso a voltar neste ponto.

Casa Mathilde
Primeira parada: Casa Mathilde. Especializada em doces portugueses, o lugar é especial e cheio de opções, inclusive para quem não abre mão de algo salgado pela manhã. Se for com alguém, escolha tipos diferentes para experimentar o maior número deles. O pastel de belém é sempre necessário e o de lá é muito bom.

Com muita glicose no sangue, aproveite para conhecer o prédio Martinelli, à frente. Talvez esteja aberto para visitação. Nessa última vez que fui estava fechado e havia muitas barracas com morador de rua. Uma pena (para os moradores e para quem passeia)!

Ali pelas redondezas têm alguns restaurantes bem interessantes, mas sugiro ver alguma exposição no CCBB. Lá tem a opção de reservar lugar e não precisar ficar na fila, Procure no site.

Não deixe de dar uma parada no café e na loja do térreo. Apesar do Centro do Banco do Brasil de São Paulo não ser tão grande como o de BH ou Rio, o lugar é charmoso.

CCBB São Paulo
Agora vamos na muvuca! Desça a Ladeira Porto Geral e, na 25 de Março, não deixe de dar uma passada na Doural. É uma loja que tem tudo (sim, tudo!) para casa, desde a panela mais diferente ao garfo simples e baratinho. É a disneylândia de utensílio para casas. Não tem como sair de lá sem levar alguma coisa.

E se a fome bateu, tenho duas opções. Na paralela à rua 25 de Março, Comendador Abdo Schahin, vá no Empório Sírio. Vale desde escolher alguma coisa e comer no balcão até sentar no restaurante e esbaldar! Pra mim é uma parada obrigatória quando se vai nessa região.

O pastel de camarão do Hocca Bar
Por outro lado, eu sempre gosto de ir no Mercado Central, e pedir o pastel de camarão no Hocca Bar. Sei que o lugar é conhecido pelo sanduíche de mortadela, que não me apetece tanto, mas experimente. Não vai se arrepender!

Em seguida, é voltar para casa para tirar uma soneca!