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Filme argentino Ninguém Está Olhando – Blog e-Urbanidade

Cartaz do filme Ninguém Está Olhando que estreia dia 23/11/2017 em algumas capitais

Nas telas de Manaus, Niterói, São Paulo e Rio de Janeiro chegam o filme Ninguém Está Olhando, dirigido pela argentina Julia Solomonoff, que acompanha a vida do ator Nico (Guilhermino Pfening) que, após o término de uma relação com seu produtor, muda-se para Nova York em busca de novas oportunidades.

O protagonista é um ator argentino de televisão de sucesso em seu país, tenta sorte em Nova York, mas logo descobre que não encaixa no clichê do ator latino. Sua boa aparência o ajuda a esconder a solidão e a vida precária. Ele sobrevive de bicos e trabalhando como baby-sitter, cuidando do menino Theo. Conhece um grupo de babás latinas no parque que frequenta e entra em contato com as experiências dos imigrantes, muito mais difícil que o confronto com a natureza destrutiva de seu autoexílio.

O ator Guilhermo Pfening levou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Tribeca de Nova York, onde o longa estreou. Também foi o grande vencedor do Cine Ceará e recentemente esteve na Mostra Latina do Festival Internacional de Cinema do Rio.​

A atriz, produtora, roteirista e diretora do longa, Julia Solomonoff, foi premiada no Cine Ceará por seu segundo longa El Último Verano de la Boyita. No seu currículo vários curtas produzidos, após formar-se pela Enerc e cursar o mestrado em cinema na Columbia University de Nova York, onde atualmente ministra oficinas de direção.

Uma coprodução brasileira da Taiga Filmes, de Lucia Murat, e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, o filme ainda conta com a música do brasileiro Sacha Amback, responsável pela trilha de Em Três Atos, de Lucia Murat, e de vários filmes dirigidos por Murilo Salles.

Ninguém Está Olhando além de um elenco afinado, consegue trabalhar com atores de diferentes países, aliás os créditos fazem questão de expor as bandeiras das diferentes nacionalidades. Não há dúvida que seja um dos grandes destaques da produção. Guilhermo dá vida a um personagem verossímil, com suas diferentes camadas tanto para sobreviver em NY como dos seus dramas pessoais.

O roteiro consegue escapulir dos clichês melodramáticos ou da mera denúncia. Não é um filme que tem como primeiro plano apenas expor os esteriótipos e as dificuldades dos latinos na terra do Tio Sam diante do sonho americano, mas como é preciso ora fugir das relações tóxicas ora encará-las de frente. Faz parte do percurso! Está aí todo o valor humano de Ninguém Está Olhando.

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Celso Faria

Idealizador e responsável pelo e-Urbanidade. Escritor e agitador cultural. Durante o dia trabalha com muitas planilhas financeiras para depois acompanhar o que acontece no universo cultural e de entretenimento de Sampa e de outras cidades.

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