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Fargo estreia no Netflix – Blog e-Urbanidade

Fargo está disponível no Netflix

Inesperadamente, sem nenhum aviso, a série Fargo apareceu no catálogo do streaming do Netflix já com as três temporadas disponíveis. Tendo como ponto de partida uma adaptação do filme homônimo de 1996 dos irmãos Joel e Ethan Cohen, a produção estreiou na tevê americana em 2014 e veio conquistando importantes indicações nos últimos anos, incluindo a de Melhor Série no Globo de Ouro de 2015, 2016 e 2018, levando no primeiro ano.

Classificada como “comédia de humor negro”, o blog e-Urbanidade assistiu a primeira temporada que conta a série de assassinatos que acontecem na região de Minnesota e Dakota do Norte relacionadas com o vendedor de seguros, Lester Nygaard (Martin Freeman). Ele tem sua vida mudada quando cruza com o assassino profissional Lorne Malvoum (Billy Bob Thornton). Os crimes chamam a atenção dos policiais Molly Solverson (Allison Tolman) e Gus Grimly (Colin Hanks) para resolvê-los.

Roteirizado pelo showrunner Noah Hawley (criador de Bones), as três temporadas (e uma quarta ainda não descartada), apoiam em personagens e em períodos distintos. Tendo crimes sangrentos e em massa como o ponto de partida, a minissérie chama a atenção diante do humor e cenas fortes. Não há medo de pesar a mão. Para os maratonistas, as temporadas podem ser assistidas fora de ordem.

A segunda temporada volta para 1979 quando a esteticista Peggy Blumquist (Kirsten Dunst) e seu marido, o açougueiro Ed Blumquist (Jesse Plemons), encobrem o assassinato de Rye Gerhardt (Kieran Culkin), filho de Floyd Gerhardt (Jean Smart).

Já a terceira temporada avança para 2010, quando Ray Stussy (Ewan McGregor) decide roubar seu próprio irmão Emmit (Ewan McGregor), e, para isso, conta com a ajuda de sua esposa Nikki Swango (Mary Elizabeth Winstead).

A estética é a mesma utilizada pelos irmãos Cohen no filme que levou o Oscar de melhor roteiro original e atriz para Frances McDormand em 1997. O frio e a neve abundante do norte dos Estados Unidos cria um cenário quase árido, contrastando a vida pacata com os crimes violentos. Não existe por parte dos realizadores medo em pesar a mão com os abundantes tiros e mortes nas mais diversas possibilidades.

A sonoplastia feita com música orquestrada cria um universo dramático operístico, com finalização das sequências e capítulos, em sua maioria, com cortes em black-out.

A minissérie Fargo conta também com um elenco exemplar e muito bem dirigido, principalmente na dramatização minimalista necessária ao humor proposto. Por isso, os atores e atrizes têm sido indicados (e ganhado) vários títulos em diferentes prêmios estadunidenses.

Fargo é uma série com boas histórias, universo extremamente bem construídos, roteiro, direção e elenco afinados. O riso nervoso típico do humor negro é solto aqui ou ali, entre falas e parábolas nonsenses, permitindo fazer da minissérie um show saborosíssimo.

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Celso Faria

Idealizador e responsável pelo e-Urbanidade. Escritor e agitador cultural. Durante o dia trabalha com muitas planilhas financeiras para depois acompanhar o que acontece no universo cultural e de entretenimento de Sampa e de outras cidades.

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